Mais um Natal, mais um ano chegando ao fim e mais uma vez a sensação de que passou rápido demais. Não sei exatamente como/quando aconteceu, mas há alguns anos não curto muito essa época do ano. Não sou uma pessoa religiosa, mas é inevitável pensar onde foi parar o espírito Natalino, porque embora isso não aconteça na minha casa, o que eu vejo ao meu redor é um desesperado culto de vender, vender, vender/comprar, comprar, comprar!
Meus dois últimos Natais foram em Dublin, pela primeira vez longe da minha família. Achei que ficaria completamente melancólica, mas por incrível que pareça, não sofri do Christmas-blues effect. Claro que estava com saudades, receber fotos de todos reunidos e ler as bobagens que estavam acontecendo me deixou meio triste por saber que não estava participando, mas ao mesmo tempo, eu estava vivendo uma “rotina” de final de ano completamente diferente e mágica.
Em 2007, passei com minha família irlandesa. Quatro crianças de 1, 2, 4 e 5 anos de idade ansiosas esperando por Santa Claus. Foi legal reviver a inocência de escrever cartas e esperar a resposta das mesmas [yeah, lá o correio manda resposta], deixar comida para o Papai Noel à beira da lareira antes de dormir e, no dia 25, acordar muito mais cedo do que o normal só para ver a carinha deles ao encontrar o prato com migalhas e os presentes embaixo da árvore.
Em 2008 já não morava mais com eles, passei com amigos. Não diria que eram íntimos, muitos deles inclusive perdi o contato depois que voltei, mas todos na mesma situação de estar longe de pessoas queridas há consideráveis meses e felizes com a idéia da reunião perto de uma árvore de Natal, cozinhar, beber e dar risadas das situações bizarras vividas quando se está em outro país.
Se eu disser que não existem comerciais apelativos, o odioso hábito de dar presentes só por dar e um mau-humor generalizado em lojas lotadas, estaria mentindo, mas existe sim um clima Natalino que não sinto por aqui. Talvez seja uma coisa minha [embora algumas outras pessoas que moraram fora tenham dito o mesmo], mas havia uma atmosfera diferente que não parecia ser de apenas uma formalidade anual embalada com papel de seda e fita colorida pelo comércio.
Queria postar vídeo de um dos Christmas Carols na Grafton Street, sempre parava para ver, era uma das coisas que davam o clima Natalino de que estou falando, mas já que o youtube tá de mal comigo, fica apenas meu Feliz Natal! =]










ças brincam nas escadas, turistas param para fotografar, quase ninguém ouve os sinos durante o dia, nem eu mesma os ouço, abafados pelos sons dos carros e das conversas em toda parte. Porém à noite… ah, as terríveis noites. Por mais que não sejam insones, eu acredito que muitos de vocês já devam ter passado por aquele momento “1am, tenho que levantar daqui a 6h, preciso dormir. 2am, argh, 1h a menos de sono, vou estar acabada. 3am, ok, posso chorar?”. Agora imaginem essa cena toda noite, durante meses e com um insistente “alarme” gritando isso nos teus ouvidos de 30 em 30 minutos. É…